30 outubro 2008

Indefinição total

O Grêmio precisa obrigatoriamente fazer seu dever de casa contra o Figueirense, neste domingo.

Fora de casa o Cruzeiro enfrenta o Goiás, enquanto que o Palmeiras visitará o Santos, jogos que na teoria (leiam bem, na teoria) ambos podem não vencer.

O Flamengo, três pontos a menos que os líderes, joga no Rio de Janeiro contra a Portuguesa e tem grandes chances de somar três pontos.

Entretanto, o São Paulo candidata-se oficialmente ao título e hoje é o maior concorrente do Grêmio.

Indefinição total.

Quem ajuda quem?

A semana está sendo de intensos comentários sobre uma questão: O Inter deve entregar o jogo para o São Paulo neste domingo, objetivando prejudicar o Grêmio na reta final do Brasileirão? Foram pesquisas interativas em sites na internet, em duas grandes rádios de Porto Alegre nos mais diversos programas esportivos delas, enfim.

Sinceramente acho uma grande besteira um fato desse tipo ter sido tão relevante assim por uma semana inteira. Em primeiro lugar, o São Paulo luta com todas as forças pelo título e, jogando em casa, nada mais natural um esforço para tentar somar pontos e chegar à meta. Além disso, enfrentará um Inter de desempenho ridículo na competição atuando fora de casa, o qual em seguida enfrentará o Boca Juniors na Bombonera, brigando por vaga às semifinais da Copa Sul Americana.

Outro fato que poucos comentaram, mas que é o mais óbvio de todos: para quê o Grêmio necessitaria de ajuda do maior rival se o clube depende unicamente de si para poder ser campeão? Mesmo estando junto com o São Paulo hoje, ainda tem a liderança pelo número de vitórias. Se o Grêmio tropeçar e não conseguir o título a culpa será exclusivamente do próprio grupo e não por motivo de este ou aquele não ter vencido seu concorrente direto.

Grêmio e Inter, mesmo sendo em competições diferentes, possuem a mesma tarefa, que é depender apenas de suas forças para serem campeões. O Grêmio, do Brasileirão, o Inter da Copa Sul Americana, que foi o que sobrou. O resto é coisa da imprensa, que usa sua criatividade para promover a eternamente e ardente rivalidade.

Eletrizante

Em uma rodada tudo dá certo para um clube, na rodada seguinte tudo ocorre perfeito para outro e assim segue o Brasileirão.

A tendência será chegarmos à última rodada com a competição completamente eletrizante, principalmente na disputa do título.

Que todos estejam bem preparados, tanto torcedores como secadores.

Tudo errado

De que adiantam treinos fechados se na partida o time sofre gol com quatorze segundos? Por que iniciar o jogo no esquema 3-6-1 e na metade do primeiro tempo, por motivo de lesão, mudar para o 4-4-2, sendo que até o momento o clube é líder da competição tendo jogado na grande maioria das vezes em um competente 3-5-2?

Algumas perguntas básicas que podem ser feitas após uma quarta-feira onde tudo deu errado para o Grêmio diante do Cruzeiro.

Na real

Espera-se que todos no Inter tenham caído na real e estejam cientes de que não há mais nada a fazer no Brasileirão.

Após o frustrante empate diante do Náutico, o clube tem que direcionar seu foco exclusivamente na Copa Sul Americana, importando-se apenas consigo mesmo, independente se isso beneficiará ou prejudicará esse ou aquele time na competição nacional.

Ser campeão da Sul Americana é só o que deve interessar.

23 outubro 2008

Suposições

Em sociedade com um amigo, jogo na Dupla Sena um cartão que comporta três apostas e nunca mudamos os números. O coitado do cartão já está todo amassado, judiado, dobrado. Mas está ali, firme e forte, esperando um dia nos dar uma tremenda alegria.

Dias atrás, das seis dezenas que apostamos, cinco delas foram sorteadas. Mas foram sorteadas na Mega-Sena, loteria que não fizemos a aposta. Se a aposta fosse realizada na Mega Sena, teríamos ganhado cerca de R$ 11 mil. Mas como o “se” nunca nos remete a algo concreto, ficamos sem os “trocados” e mal humorados. Se você não acredita, ainda tenho os cartões para provar.

“Se” tivesse acontecido isso, “se” tivesse acontecido aquilo... Algumas vezes ficamos na dependência de fatores do acaso, sem observar se poderíamos ter feito algo para que as coisas pudessem acontecer de maneira diferente. Noto colorados lamentando o péssimo primeiro turno do time, dizendo que “se” o time tivesse vencido Figueirense, Santos e Sport jogando no Beira-Rio, estaria hoje no G4. Dos nove pontos que poderia ter feito ali, somou apenas dois. Algo parecido acontece com o Grêmio. “Se” o time tivesse conseguido manter o aproveitamento do primeiro turno, já estaria com uma mão na taça. “Se” não tivesse ocorrido o problema de Celso Roth com a Polícia Federal e “se” a política interna não tivesse interferido, o clube poderia estar mais distante dos demais. Menos mal que segue na liderança.

Muitas situações que contribuem (ou prejudicam) estão ligadas aos rumos que são dados para as mesmas, seja no futebol, seja na vida. “Se” o Inter tivesse se preparado psicologicamente para não ser o vencedor da Copa do Brasil, talvez tivesse realizado um bom primeiro turno no Brasileirão. “Se” o foco do Tricolor não tivesse mudado de direção nos últimos dias, o clube poderia ter se distanciado de sua concorrência na disputa pelo título. Assim como a nossa aposta, “se” tivéssemos feito na Mega e não na Dupla Sena...

16 outubro 2008

Raiva histórica

No distante 1835, quando nos destacávamos na economia interna através de diversos produtos, entre eles o couro e o charque, “o povo lá de cima” conseguiu tirar nossos ancestrais do sério oferecendo vários benefícios ao charque estrangeiro, o qual ficou com um custo inferior ao nosso, originando uma revolta interna muito grande, fato que deu início à Revolução Farroupilha. Em 1836 foi proclamada a República Rio-Grandense, quando foi tentado a todo o custo o separatismo do Brasil. Ah, se eles tivessem conseguido...

Por que o “povo lá de cima” tem tanta raiva de gaúcho? O que fizemos de mal para sermos tão massacrados por suas leis, as quais deveriam ser iguais para todos, mas até mesmo um poste sabe que isso não ocorre?

Historicamente sempre foi assim. Eles nos vêem como inferiores e ai de nós se tentarmos nos sobressair em qualquer área que seja. Lá estará alguém pronto para acabar com nossa alegria, puxar nosso tapete, não permitindo que estufemos o peito para dizer que somos destaques. Para eles, temos que estar sempre abaixo e não há discussão.

Há momentos que me pergunto sobre o fato de termos títulos de expressão como três Libertadores, cinco Brasileirões, dois Mundiais e por aí vai... Quem será que foi o incompetente “lá de cima” que deixou isso acontecer? Será que essa pessoa foi à forca, guilhotina ou algo parecido por ter permitido que conseguíssemos chegar aonde eles jamais imaginavam que um dia chegaríamos?

É inevitável a comparação. Em 2005 o Inter foi escandalosamente furtado e o que vimos foi apenas uma indignação geral, aquela que fica somente no sentimento e não na prática. Agora aconteceu com o Grêmio, novamente de forma covarde e suja. Para eles, não temos direito de ser felizes. Eles devem se perguntar sobre como temos a petulância e o atrevimento em querer ganhar? Eles acham que uma vaga para a Libertadores – sem o título anexado – nos contenta e que no máximo é assim que deve ser.

O Grêmio entrou com recurso, o qual foi acatado. Entretanto, é bom ficarmos de olho nas próximas arbitragens, pois ali ainda pode acontecer alguma coisa. Dois fatos, porém, são irreversíveis. O primeiro, de que a insinuação de armação já se espalhou e a repercussão foi a pior possível, diminuindo a credibilidade do STJD, se é que ela ainda existe. O segundo, de que a cada dia que passa, apesar de toda essa raiva histórica, é um orgulho ainda maior poder dizer que somos gaúchos.

Exemplo

Guiñazu é exemplo a ser seguido.

É aquele caso de uma criança que sempre sonhou em ser jogador de futebol e, quando chega ao objetivo, faz seu trabalho com dedicação vista em poucos atletas nos dias de hoje. Há pouco tempo recusou uma proposta milionária do futebol do Oriente Médio e, como se nada tivesse acontecido, treinava e jogava com a mesma determinação.

Tanto na qualidade dentro de campo como no profissionalismo, que pena que o futebol não tenha mais “Guiñazus” espalhados por aí.

Foto: Zero Hora

09 outubro 2008

Catequese e Serviço Militar

Quando criança, detestava ir à catequese. Estudava pela manhã e uma hora por semana, na parte da tarde, tinha em minha “agenda” o compromisso com o aprendizado da doutrina da Igreja. Não sei se meu desgosto era por motivo de ser obrigado a ir ou se por que ela tomava meu tempo no lugar de sair brincar, jogar futebol, enfim. Mas quero aproveitar para citar que se alguma criança estiver lendo esse texto, que fique bem claro meu arrependimento em ter detestado ir à catequese. Hoje, adulto, reconheço a importância que ela teve em iniciar minha vida religiosa. Portanto, crianças, não sigam meu antigo exemplo de irritação, ok?

Já na vida adulta, acabei não servindo o Serviço Militar. Não sei em que sentido o quartel poderia ter mudado meu destino, mas escutei muita gente dizer que ele foi uma lição de vida para todo o sempre. Ao mesmo tempo, conheço pessoas que contam ter sido o pior momento de suas vidas. Mas cada um com seus exemplos, os quais temos que respeitar. Ficarei com a curiosidade, já que o tempo não volta mais.

Quando li sobre o regime intenso de concentração que a direção do Grêmio havia armado objetivando vencer seus dois jogos seguidos em casa, fui radicalmente contra. E minha justificativa era de que até então o time liderava o campeonato sem ter precisado disso. Família, lazer e tempo livre ficaram em segundo plano. O foco era total nas partidas contra Botafogo e Santos, onde somente os seis pontos interessavam.

Assim como hoje reconheço que errei ao detestar a catequese, tenho que admitir que a ação da direção gremista foi correta, já que as vitórias haviam se afastado e ainda teve a goleada sofrida no Gre-Nal, fatores que pesaram para esse planejamento urgente. O time acabou vencendo os dois jogos e trouxe na carona a liderança isolada, a qual havia sido perdida nos recentes tropeços.

O grupo agora, mais tranqüilo, poderá recuperar jogadores suspensos e lesionados para as rodadas finais. Aliás, preparem-se para as muitas (muitas mesmo) emoções que estarão por vir. A disputa pelo título do Brasileirão tende a pegar fogo, amigos.

18 setembro 2008

História de um náufrago

Imagine-se numa ilha deserta. Você tem que se virar com tudo, já que ninguém pode ajudá-lo. E isso inclui a busca diária por alimentos, construção de um abrigo para suas horas de sono, fazer uma gostosa fogueira para as noites frias, entre outras tarefas de um náufrago.

Já completamente sem esperança, sua sorte começa a mudar. Você observa um avião caindo no outro lado da ilha e, conseguindo salvação através de pára-quedas, três lindas mulheres vagarosamente pousam até você.

Sua vida começa a se tornar uma maravilha. Fica estabelecido um planejamento das atividades e o que competia apenas a você, até então isolado, acabou sendo dividido entre todos. O ambiente se tornou cada vez mais especial e foi inevitável a criação de um “quadrado amoroso”. E todos estavam vivendo felizes, amando e respirando ar puro diariamente.

O tempo passou... Até que um dia um navio cruzava o mar e os tripulantes observaram as pessoas na ilha. O navio ancorou e alguns integrantes da tripulação vieram até vocês com o objetivo de levá-los novamente para a civilização.

E agora? Aceitar voltar cada um para seus destinos ou continuar vivendo isolados, mas felizes e sem compromisso algum com o mundo?

Seria o Grêmio esse náufrago? Inicialmente em crise antes mesmo de o Brasileirão começar, após uma vitória na estréia sua sorte começou a mudar. Depois de muito tempo vivendo em estado de graça, surge a concorrência tentando tirá-lo de seu lugar – o de protagonista –, pensando em devolvê-lo para onde normalmente ele sempre viveu, como mero coadjuvante em um Brasileirão de pontos corridos. Aceitar em ficar onde está depende única e exclusivamente dele e de suas forças...

11 setembro 2008

A unanimidade é burra?

Reza a lenda que toda unanimidade é burra. Não cabe a mim definir se quem disse essa frase tem razão ou não, mas a verdade é que nem mesmo Jesus Cristo consegue ser unanimidade até os dias de hoje. Imaginem, então, se falarmos sobre Seleção Brasileira.

Façamos um resumo dos últimos acontecimentos. Perdemos a disputa pelo ouro olímpico quando fomos eliminados pela rival Argentina na semifinal da competição. Em seguida, pelas Eliminatórias, goleamos o Chile dentro de Santiago, onde não é todo o dia que se consegue um feito assim. Na seqüência, vimos um verdadeiro vexame ao não conseguirmos vencer a Bolívia jogando aqui, adversário que jogou um bom tempo com um atleta a menos.

Mas o que a unanimidade tem a ver com tudo isso? Simplesmente nos comentários. Na Olimpíada estava tudo péssimo, ninguém prestava, todo mundo era mercenário, mascarado e sei lá mais o quê. De repente, diante do Chile, voltamos a ter uma zaga excelente, um time cheio de pegada, vergonha na cara e muitos começaram a achar que logo retomaríamos o antigo trio “vencer, golear e encantar”. Em seguida, após o fracassado empate contra a Bolívia, voltamos ao “ninguém presta, mercenários” e assim por diante.

A realidade é que temos um material humano excelente. Poucas seleções têm em seus atletas um DNA tão forte no que se refere a futebol como o Brasil. É lógico que apenas isso não basta para chegarmos a conquistas importantes, pois devem ser somados outros fatores como esquema tático eficiente, preparo físico, raça e doação por parte de cada jogador.

É chato quando se muda de opinião de acordo como vai o vento. E não cito ninguém em específico, mas todos os brasileiros que têm um pouquinho de treinador em cada um de si. Seria interessante a defesa de um ponto de vista, deixando a unanimidade de lado. Até porque, sabemos, não existe unanimidade no futebol, seja no sentido positivo ou negativo.

04 setembro 2008

Quando o cidadão desanima

Na semana que passou, um amigo veio com essa:

– Escreve lá na tua coluna que ganho R$ 800,00 por mês e minha esposa ganha um salário e meio. No total, nossa renda média mensal é de R$ 1.400,00 e que, além disso, temos 2 filhos.

– Bom, na coluna eu escrevo sobre futebol, mas se você me explicar melhor... – disse eu.

E ele continuou:

– Com esses R$ 1.400,00 mensais nós conseguimos administrar, mesmo que aos trancos e barrancos, nossas contas rigorosamente em dia. Temos um carro, popular, mas que quebra nosso galho. Meus filhos não passam fome, estudam e até conseguimos comprar um televisor novo, obviamente em parcelas. Ah, e escreva lá que nenhum profissional de motivação nos orienta para que diariamente tenhamos ânimo para continuar batalhando. A própria vida se encarrega disso.

– Mas e o que tudo isso tem a ver com futebol? – indaguei, ainda sem entender.

– Simples. Não ganhamos R$ 50 mil, 100 mil por mês, não temos regalias como jogadores de futebol, não temos nossa saúde constantemente sendo avaliada por diversos profissionais a fim de que estejamos sempre 100%. Não possuímos um importado carro do ano e, como se não bastasse, não existe um motivador que venha nos falar coisas bonitas.

E numa mistura de desânimo e realismo, complementou:

– Como pode os jogadores ter toda essa mordomia, um contra-chques gordo e ainda precisarem de motivação para entrar em campo e em várias vezes não conseguir dispor de um pingo de vontade?

Fiquei momentaneamente sem resposta, mas prometi – e estou cumprindo – que iria expor sua reclamação neste espaço. Sua e de muitos brasileiros.

28 agosto 2008

Foi bom para todos


Poucas vezes um clássico Gre-Nal foi tão bom para os dois lados como o realizado na quinta-feira, pela Copa Sul-Americana. É lógico que ninguém acha divertido ser eliminado pelo rival, onde normalmente ficaria algum descontentamento, alguma queixa ou algo parecido. Desta vez não foi o que aconteceu.

Pelo lado do Inter, a classificação pode ter dado um novo ânimo não apenas por que a conquista da vaga era necessária, mas também pelo fato de que se precisa urgente uma reação convincente no Brasileirão. Além do mais, ser eliminado pelos reservas do maior rival detonaria uma bomba no ambiente e a crise ficaria escancarada. Apesar do empate, o que vale mesmo é a classificação. Era isso que importava ao Colorado.

Quanto ao Grêmio, mesmo eliminado, a espetacular reação acabou trazendo de forma nítida a confirmação de que se tem grupo, sim. Além disso, pelo lado Tricolor, o interesse em passar de fase era muito mais no objetivo de desencadear uma séria crise para o lado vermelho do que propriamente pela competição em si. É evidente que o foco do clube é o Brasileirão, tanto que foram escalados times reservas nas duas partidas. E os atletas não fizeram feio.

Enfim, todos saíram felizes. Os colorados pela classificação e os tricolores pela reação dentro da partida. Veremos como se comportam a partir de agora as duas equipes: o Inter na própria Sul-Americana e na busca obsessiva por uma vaga à Libertadores do próximo ano e o Grêmio pensando unicamente na séria possibilidade de ser campeão brasileiro.

21 agosto 2008

Elas são de ouro!


Que lição as meninas do futebol deram nos marmanjos nessa Olimpíada, hein?

Enquanto os homens sucumbiram de forma apática diante da Argentina, as meninas encantaram com vitórias maiúsculas, como nas semifinais, quando golearam as atuais campeãs do mundo, a Alemanha, vindo a perder a final, na prorrogação, contra a forte equipe americana, em mais uma das intermináveis injustiças do futebol.

Parabéns, meninas. A prata de vocês valeu ouro.

Será tarde?

A vitória convincente contra o Palmeiras mostrou duas virtudes que andavam sumidas no Inter: qualidade e valentia.

Será que essas virtudes irão continuar nas próximas partidas ou foi apenas fogo de palha? Entretanto, ficou evidente que o retorno de Alex e a saída de Edinho demonstraram maior equilíbrio ao time, o qual, além de amassar os paulistas, deu um fio de esperança à torcida.

A reação aparenta estar começando. Resta saber se já não é tarde demais...

20 agosto 2008

Conhece o Eduardo?

Conhece o Eduardo Santos? Não? Está bem, eu o apresentarei.

O Eduardo é aquele rapaz negro do judô, que chegou bem perto de trazer uma medalha olímpica para o Brasil, mas foi derrotado numa desgastante repescagem e, na disputa pelo bronze, também acabou perdendo a luta, mas não o seu sonho.

O Eduardo é aquele que lamentou não atingir seu objetivo, porém prometendo que vai atingi-lo, que aprenderá com seus erros, que não irá desistir, que vai batalhar, treinar muito, que não venderá derrota tão facilmente e que tem muita carreira pela frente para chegar ao topo.

O Eduardo é aquele que ficou longo tempo na faixa marrom, já que sua situação financeira não permitia que pagasse uma taxa de R$ 1.500,00 para fazer os testes da faixa preta. Com o apoio da Federação Paulista de Judô, Eduardo acabou tendo isentada a taxa e, com a oportunidade única na sua cara, deu valor ao esforço que fizeram por ele e, nas seletivas, além de arrasar e conseguir chegar à faixa mais importante, conquistou vaga para as Olimpíadas.

Você ainda não sabe quem é o Eduardo? O Eduardo é aquele que num dos maiores gestos de humildade que vi em minha vida, chorou copiosamente pedindo desculpas aos seus pais por ter fracassado, quando todos sabemos que ele não fracassou. Ele enfrentou muitas dificuldades para chegar aonde chegou e o fracasso ficou apenas momentaneamente em sua cabeça, pois foi quase unanimidade que Eduardo não obteve medalha, mas foi ouro em coração, valentia, dedicação, raça e vontade de vencer.

Comparando com o atual momento dos clubes gaúchos no Brasileirão, assim o Grêmio está sendo hoje. E assim deveria ser o Inter. Um Eduardo Santos...

14 agosto 2008

Esperança e frustração

ESPERANÇA

Se isso conforta os colorados, lá vai. No Brasileirão do ano passado, o Flamengo terminou o primeiro turno com 27 pontos, na 18ª posição. Em uma arrancada fantástica no segundo turno, o time carioca – treinado por Joel Santana – somou 34 pontos e acabou o campeonato na 3ª colocação, obtendo vaga direta à Libertadores 2008. Ou seja, nada ainda está perdido, mas seria interessante que o Inter não desperdiçasse mais o tempo e começasse a reação imediatamente contra o Vasco, que está em séria crise, neste domingo.

FRUSTRAÇÃO

A tentativa de usar o Gre-Nal da Copa Sul-Americana como reabilitação para o Brasileirão acabou frustrando o torcedor colorado. A ansiedade por bons resultados está fazendo Tite apressar o uso de alguns jogadores fora de ritmo de jogo e de preparo físico. Essa pressa, porém, não está contribuindo para o crescimento do time dentro de campo. Na realidade o Inter está “trocando o pneu com o carro andando”.

Pontos corridos

E ainda há quem diga que o campeonato de pontos corridos não tem graça por não haver decisão.

Peguemos o Grêmio como exemplo. No returno, dos cinco primeiros colocados, exceto ele, claro, o Tricolor enfrentará Cruzeiro, Palmeiras e Vitória, todos longe de casa. Serão no mínimo três “decisões” visando manter a liderança e tentando permitir que os concorrentes não se aproximem.

Não existe uma finalíssima, mas campeonato de pontos corridos é recheado de decisões a cada partida, seja qual for o objetivo: na busca pelo título, nas concorridas vagas para as competições continentais e na luta para escapar do rebaixamento.

Atenção! Notícias quentes!

Para quem ainda não sabe, o Papa Bento XVI estará visitando nossa região muito em breve. Já estão agendadas visitas em Iraí, Ametista do Sul e Frederico Westphalen, respectivamente para conhecer as águas, garimpos e a Catedral.

Outra notícia que deverá se confirmar: o Brasil, pela primeira vez na história das Olimpíadas, será o primeiro colocado no quadro de medalhas. A reação iniciará neste final de semana e assombraremos o mundo esportivo com essa futura conquista.

Uma bomba: em acordo já assinado por ambos, Papai Noel e coelhinho da Páscoa farão uma inversão de papéis. No próximo Natal o coelhinho virá guiando o trenó e distribuindo presentes, enquanto que o bom velhinho, sem o trenó (ele precisa emagrecer), fará a entrega de chocolates na próxima Páscoa.

Mais um assunto importante: está para ser aprovado o novo salário mínimo em nosso país, o qual corresponderá a R$ 1.500,00. Seremos todos “classe média” muito em breve.

Finalizando, o Grêmio terminou o primeiro turno do Brasileirão na liderança, com cinco pontos de diferença do segundo colocado, possuindo o maior número de vitórias, o menor número de derrotas, o melhor ataque, a melhor defesa e, consequentemente, o melhor saldo de gols da competição. O clube só não tem a maior média de público e o artilheiro. No restante, o Tricolor reina absoluto.

Há cerca de três meses atrás tudo o que foi citado acima seria um absurdo e com certeza vocês iriam bombardear minha caixa de e-mails exigindo que eu fosse internado. Como se vê, hoje, alguma coisa já deixou de ser absurdo, não é mesmo? Quem diria...

07 agosto 2008

E no reino futebolístico...

Era uma vez um reino futebolístico de pontos corridos, o qual era dominado por uma família muito poderosa, chamada de “Paulista”. Essa família chegou ao poder após derrubar o rei “Cruzeiro” e, desde então, ninguém mais conseguiu tomar-lhe o cobiçado trono.

A família era soberana junto à imprensa do reino e tinha o poder de convencer a maioria de seus súditos, os quais cada vez mais seguiam a tudo ao que ela dizia. Todos se submetiam aos seus caprichos, mesmo cientes que eram sempre inferiorizados.

Até que um dia o “habitante” Grêmio, de um vilarejo chamado Rio Grande do Sul, resolveu “peitar” a “Família Paulista”. A família achava a maior graça de todo aquele esforço, convencida de que ninguém teria a mínima chance de tentar ser superior a ela. Mas o Grêmio lutava com todas as forças, não medindo esforços para tentar se apossar do reino até então impenetrável.

Ocorre que, atualmente, o “habitante” Grêmio, usando um golpe certeiro de estratégia, força e dedicação, está realizando bela “campanha eleitoral” e se sobressaindo diante da “família Paulista”, com ótimas chances de sentar no tão almejado trono.

Quem conquistará o trono? O resultado será conhecido no mês de dezembro, no plebiscito marcado para após a 38ª jornada do calendário do reino futebolístico de pontos corridos. Até lá, muitas emoções deverão acontecer. Façam suas apostas...